link href='data:image/x-icon;base64 Blog do Fantasma: Quem foi Germano Krüger

Lá pelos idos de 1920 a então Companhia de Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande que passava por Ponta Grossa-Pr, contratou o Técnico em Estradas de Ferro, Locomotivas a Vapor e respectivo Material Rodante, Sr. Germano Krüger, recém chegado da Alemanha.

O referido técnico não só chefiava as Oficinas de Reparação de Locomotivas, Carros e Vagões de Ponta Grossa-Pr, como também era o Chefe da locomoção, isto é, o responsável pelo tráfego de trens de Ponta Grossa até Porto União-SC, bem como de Ponta Grossa até Jaguariaíva no norte do Paraná. Germano Krüger morava nas imediações das Oficinas da Rede em casa da Companhia, muito bem construída e dotada de piscina e quadra de tênis, pois Germano Krüger era amante de natação e tênis além é claro de futebol, esporte bem difundido entre os funcionários da Estrada de Ferro, pois desde 1912 já existia o Operário Ferroviário Esporte Clube, xodó dos trabalhadores da Companhia.

Como o campo do Operário situava-se na época em terreno localizado onde atualmente está o Cine Teatro Pax, e havia um projeto para a construção de casas para os operários da Oficina naquele mesmo local, necessário se fazia encontrar outro local para a construção de um Estádio que além do campo de jogo tivesse também a respectiva arquibancada e demais melhorias afins. Aqui veio a visão do cidadão e empreendedor Germano Krüger que observando a área próxima das Oficinas da Rede Ferroviária, embora tratando-se de terreno banhado e quase intransponivel devido a vegetação e a presença de animais peçonhentos, além de um pequeno córrego perene ali existente.

Pensando muito no assunto Germano Krüger esperou a visita de seus superiores, fato que ocorria periodicamente e então apresentou a eles um projeto para a construção ali naquele local de um campo de futebol para o tão necessário lazer dos empregados da Estrada de Ferro sediados na região de Ponta Grossa.

Qual não foi sua surpresa ao receber o aval de seus superiores que ainda lhe delegaram poderes para que contratasse mão-de-obra e o que mais fosse necessário para a execução da obra. O início da construção deu-se em meados de 1939 e a primeira providência tomada foi a construção de um pequeno ramal ferroviário desde a Oficina até o banhado para que uma pequena locomotiva pudesse tracionar dois vagões gôndolas (de bordas baixas e de mais ou menos 22 toneladas cada um), os quais transportavam pedras para inicialmente construir galerias para a respectiva drenagem do terreno. Feitas as galerias, veio a fase de aterramento para que o terreno de 45.700 m² ficasse na altura desejada. O restante do trabalho constou de acabamento no terreno, plantio de grama e construção da cerca em volta do campo, além do plantio de mil pés de ciprestes importados da Europa e colocados em volta do terreno.

Como fato pitoresco conta-se que por ocasião da contratação de mão-de-obra para a construção, muitos jovens que na época estavam desempregados não aceitaram o emprego por serem torcedores de outros clubes rivais do Operário como Olinda E.C., União Campo Alegre e Guarani E.C., que não se dispunham a trabalhar para ajudar um time adversário no caso o Operário Ferroviário E.C..

Observe-se que a construção do Campo do Operário deu-se exatamente no período da 2ª Guerra Mundial, tendo ficado pronto em 1942. Posteriormente veio a campanha para a construção da Arquibancada que na época era de madeira e cuja mão-de-obra mais uma vez ficou por conta dos carpinteiros das Oficinas da Rede Ferroviária.

Por ser de nacionalidade alemã e pela época em que aconteceram os fatos o nome de Germano Krüger ficou esquecido pelas autoridades e até pelo povo da época e por volta de 1953 por motivos políticos o Estádio do Operário Ferroviário recebeu o nome de um dos mais brilhantes paranaenses o Dr. Bento Munhoz da Rocha Neto, nome que manteve-se até meados de 1970 quando um grupo de conselheiros do Operário liderados por um ferroviário e dentista o Dr. Gerson Meister conseguiu fazer justiça a memória deste grande desportista, idealista e ferroviário GERMANO KRÜGER perpetuando com seu nome a praça de esportes do Operário Ferroviário Esporte Clube.

*Aryson Franco é ferroviário aposentado da Rede Ferroviária Federal, tendo trabalhado por 33 anos nas Oficinas da Rede em Ponta Grossa no período de 1953 a 1985 onde iniciou como Auxiliar de Artífice chegando a Supervisor Geral de Manutenção. Alguns dados menciondos neste artigo foram compilados do Livro "Futebol Ponta-grossense, Recortes da História" do escritor José Cação Ribeiro Junior.



UM ESTÁDIO DECENTE, é o que tanto almeja o torcedor operarianoQuem sabe um dia, talvez! Para alguns, trata-se de uma realização impossível: "É sonhar demais!". Infelizmente ainda pensam desta maneira, e por isso PG City não se desenvolve como pode. Quem sabe um dia apareçam nesta humilde terrinha, pessoas com idéias mais atuais, com visão de futuro, não tão tacanhas e ultrapassadas como as que sabemos perfeitamente que ainda nos rodeiam, e que saibam perfeitamente que nada pode trazer mais desenvolvimento para uma localidade do que o esporte, que no nosso caso, é o futebol.  Se não o é assim, porque tantos outros investem pesado nisto e não só no Brasil, mas pelo mundo afora?  Várias e várias cidades investem nos seus clubes e constroem estádios de bom nível, pois sabem que isto fará repercutir o nome da cidade pelo Brasil e pelo mundo, e por aqui ainda temos algo que sentimos vergonha de chamar de estádio. Qualquer um que já tenha acompanhado os campeonatos europeus percebe bem a enorme diferença que existe nos investimentos que fazem, e por que? Por que tanta briga e investimentos para se realizar uma Copa do Mundo? Os investidores só aplicam naquilo que lhes trarão altos retornos financeiros, não podemos simplesmente fechar os olhos e negar este fato. Quantos eventos já deixaram de ser realizados em nossa cidade pela falta de um local e que por esse motivo foram para outras praças? E quantos outros eventos deixaremos de realizar, como por exemplo, eventuais jogos dos clubes da Capital no Campeonato Brasileiro? Tudo isto agita a cidade e a região, assim com todo comércio é beneficiado, além de fazer repercutir o nome da cidade, o que atrai os olhos de possíveis investidores para cá. A isto chama-se investimento, e que traz benefícios para a população e que portanto, não pode continuar a ser considerado de forma equivocada como gasto.  "Investimento não é gasto, é promessa de ganhos futuros!"  

"PONTA GROSSA PRECISA URGENTEMENTE DE UM NOVO ESTÁDIO DE FUTEBOL"

Como seria importante para nós pontagrossenses vermos o nome da nossa cidade sendo divulgado pelo mundo, mostrando que os sonhos por aqui também são possíveis de se realizar. Um estádio bonito, com ótima iluminação, um gramado de primeira, com uma drenagem excelente, com arquibancadas confortáveis e com uma infra-estrutura por baixo disto tudo para receber muito bem a todos que nos honrarem com a sua visita.







NADA DEMAIS, TÃO SOMENTE ALGO DECENTE QUE NOS TRAGA ORGULHO, ISTO É O QUE QUEREMOS !

Ficaremos na torcida para que outros homens com a visão empreendedora de Germano Krüger cheguem até a nossa terra, para que estes sim realizem o que os daqui se portam como incapazes de realizar!
Por: Marcos Borkowski