link href='data:image/x-icon;base64 Blog do Fantasma
Postado por Marcos Borkowski domingo, 2 de agosto de 2009 às 23:34 0 Comments

1961
.
Em pé: Macedo (massagista), Ribamar, Roberto, Daniel Chibinski, Laércio, Arlindo e Hélio Silvestre; abaixados: Jairo, Fiuza, Silvio Cosmoski, Leocádio e Otavinho.
.


Com um grande número de participantes, o Campeonato Paranaense de 1961 se dividiu em Zona Norte, Zona Centro-Oeste e Zona Sul. O Comercial de Cornélio Procópio venceu a Zona Norte e o Jacarezinho a Zona Centro-Oeste. Operário e Coritiba chegaram a final da chave com o mesmo número de pontos. Em 26 de novembro o Operário venceu por 2 X 0. No segundo jogo, em Ponta Grossa, empataram por 1 X 1. No terceiro jogo, na Capital, o Coritiba venceu por 3 X 0. O quarto jogo ocorreu na Capital em 17 de dezembro. No tempo regulamentar a partida terminou empatada em 1 X 1, com o gol do Coritiba sendo marcado aos 45 minutos do segundo tempo. Ocorreu então a prorrogação, onde terminaram empatados sem gols e o Coritiba foi proclamado campeão da chave por saldo de gols.

Iniciou-se então o famoso caso “Agapito”, pois o Operário inconformado pela perda do título, entrou na justiça desportiva defendendo que o Coritiba havia entrado em campo com um jogador inscrito irregularmente. Oito meses mais tarde, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro, reconheceu o Operário Ferroviário com campeão da chave.

Em jogos de ida e volta entra a Desportiva de Jacarezinho, o Comercial e o Operário iniciaram a disputa pelo título. Ao final, o Comercial somou um ponto a mais que o Operário e sagrou –se Campeão Paranaense de 1961. O Operário ficou com o título de campeão moral desta temporada.


Mais uma vez um clube da Capital, retirou a possibilidade de um título estadual para o futebol da nossa cidade, mesmo tendo sido provado que havia ocorrido uma atitude antidesportiva da sua parte ao colocar um jogador irregular em campo. O time estava articulado, vinha embalado na campanha e teve de esperar oito meses por uma decisão, passando por todo um processo de desarticulação. Muito honroso este título de campeão moral, sem dúvida, mas não consta para efeito de conquistas de títulos, como também causa uma certa frustração retirando a possibilidade de evidência e de ascensão no mundo esportivo. Uma atitude muito mais honrosa e honesta seria a Federação Paranaense atribuir a conquista do campeonato aos dois clubes. Mas esperar o que de quem sempre defendeu primeiramente aos interesses dos clubes da Capital, que é bom que se diga, não ganharam no campo de futebol, não ganharam na justiça e não é de se duvidar que agiram por outros meios para se tirar este título do Operário Ferroviário.

.

1969

Em Pé: Roberto, Nilo Gomes, Mourão, Jamil, Nilson e Ferrinho; abaixados: Nilson Peres, Padreco, Sabino, Reinaldo e Gauchinho.
.
.
Na decisão da primeirona de 1969, contra o Comercial de Cascavel, campeão da série B, O Operário Ferroviário garantiu a vaga na primeira divisão do Campeonato Paranaense. No primeiro jogo, em Cascavel, em 29 de junho, o Comercial venceu o alvinegro por 4 X 2. Com gol de Padreco, o Operário venceu o segundo jogo no Germano Krüger, em 6 de julho. Em 27 de julho, no Estádio Dorival de Brito e Silva em Curitiba, o alvinegro garantiu a vaga vencendo por 2 X 0, com gols de Camaloski e Padreco. Paulo Alves foi o técnico da conquista da Primeirona de 1969.

A euforia tomou conta da cidade e o “trêm fantasma” desfilou pelas ruas de Curitiba. Saindo de Curitiba, chegou em Ponta Grossa na Avenida Vicente Machado aonde uma multidão aguardava a chegada dos campeões. Bandeiras enormes demonstravam o entusiasmo da torcida e a comemoração invadiu a madrugada.
.

.


Reportagem da RPC com Luiz Carlos Camaloski

.

0 Responses so far.

Postar um comentário